quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Gilberto Carvalho ex Ministro de Lula e Dilma: "O PT errou e tem que sofrer"


Gilberto Carvalho, ex -Ministro de Lula e Dilma: "O PT errou e tem que sofrer "






PT errou ao se envolver em escândalos de corrupção, diz Gilberto Carvalho

Agência Brasil
O ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República Gilberto Carvalho afirma que o PT errou ao se envolver em escândalos de corrupção e que está pagando por isso. Para ele, o partido “tem que sofrer”. Em entrevista, nessa terça-feira (29), ao programa Espaço Público, da TV Brasil, ele se referiu à Operação Lava Jato e reclamou do que chama de “vazamentos seletivos” ou “interrogatórios parciais”.

“É duro ser apontado na rua, chamado de bandido, ter companheiros presos. Temos nossa cota de responsabilidade, temos que sofrer. Mas a grande pergunta é: por que os vazamentos da Operação Lava Jato só saem nas questões do PT? Os vazamentos estão sendo seletivos ou os interrogatórios são parciais? De qualquer forma, isso é errado”.

O ex-ministro disse ainda que a operação da Polícia Federal, que investiga pagamentos de propina na Petrobras, está “desmontando um processo oligopólico que sempre existia no Brasil”. Ele ressaltou que se essa estrutura de corrupção deixar de existir, então não “tem problema” o partido passar pelo que está passando.

Carvalho, que é presidente do Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria (Sesi), defendeu o veto da presidenta Dilma Rousseff ao financiamento de partidos por empresas, proibido pelo Supremo Tribunal Federal. Ele disse estar orgulhoso da decisão, cobrou a postura de todos os partidos e chamou de “hipócrita” aqueles que não levantarem a bandeira do veto à matéria.

“Estou orgulhoso da nossa presidenta e da decisão tomada pelo Supremo [Tribunal Federal]. Agora vamos ver quem é de fato a favor da corrupção. Quero ver o PSDB, o PMDB e o PT se posicionarem, porque quem quiser derrubar a decisão do Supremo é demagogo e hipócrita. Com esse veto [presidencial] e essa proibição [do Supremo] daremos um passo importante no combate à corrupção”, afirmou.




História do partido

Para ele, o PT teve que “seguir uma regra imposta” pelos outros partidos para conseguir chegar ao governo e aderir a esse tipo de financiamento, contrariando uma filosofia histórica do partido. “Nesse processo virtuoso, estamos sujeito a erros. Fomos nos burocratizando, nos afastando das lutas sociais, criando uma certa empáfia e seguindo a prática que condenávamos nos outros partidos. [Mas vejo que] não fosse a contratação milionária do Duda Mendonça [publicitário responsável pela campanha de Lula em 2002], não teríamos feito a campanha que fizemos, não ganharíamos e não faríamos as importantes mudanças que fizemos no país. Nós seguimos a regra do jogo que estava posta.”




Carvalho lembrou que o PT deveria ter proposto essa mudança após o processo do mensalão, o que acabou não ocorrendo. “Ao ver que sofremos as dores da corrupção, tínhamos que ter feito uma reforma política e colocado na pauta o fim do financiamento. Acho que estávamos tão envolvidos no projeto de mudança do país que não fizemos. Estávamos percebendo que o partido começava a apodrecer por dentro. Empresa não doa, faz investimento. Amarram o político a seus interesses.”




http://www.hojeemdia.com.br/noticias/politica/pt-errou-ao-se-envolver-em-escandalos-de-corrupc-o-diz-gilberto-carvalho-1.349607

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Anastasia : "PSDB pode negociar com o PMDB em caso de impeachment"


Anastasia: "PSDB pode negociar com o PMDB em caso de impeachment "



PSDB pode negociar com PMDB em caso de impeachment da presidente

Senador tucano não nega diálogos; Anastasia afirma que população o questiona sobre saída da petista

GUILHERME REIS

Em Belo Horizonte para continuar engrossando a Campanha Nacional de Filiação do PSDB, o senador Antonio Anastasia não negou que os tucanos estejam conversando com o vice-presidente Michel Temer (PMDB) para definir os rumos do país durante um processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Anastasia, uma das figuras mais influentes do PSDB no Congresso Nacional, ao ser questionado sobre uma possível afinidade de seu partido com Temer, disse que pessoalmente ele não mantém nenhum tipo de diálogo. No entanto não negou que outras lideranças tucanas estejam conversando com o peemedebista. "Eu não tenho conversado com o Temer. Mas se o PSDB ou alguém do partido está conversando eu não tenho condição de dizer", disse o senador.

Anastasia ainda disse que ao frequentar lugares públicos, as pessoas perguntam quando Dilma será impedida de seguir no cargo. "Eu fui ao cinema sábado em Belo Horizonte e as pessoas perguntam quando ela vai sair. Mas o impeachment tem um rito legal que deve ser seguido."


Fonte: O Tempo

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Aécio Neves para Lula : "É preferível perder a presidência do que perder a dignidade"


Aécio para Lula: "É preferível perder a presidência do que perder a dignidade"




Aécio Neves critica Dilma por negociar Ministério da Saúde em troca de apoio no Congresso

"Fazer trocas de ministérios com a lógica única e exclusiva de se manter no governo é um retrocesso que o Brasil não merece mais viver", diz Aécio.

"Fazer trocas de ministérios com a lógica única e exclusiva de se manter no governo é um retrocesso que o Brasil não merece mais viver", diz Aécio ao criticar a presidente Dilma e o PT pela nova negociação de cargos federais promovida pelo governo


O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, criticou, nesta quinta-feira (24/09), a presidente Dilma Rousseff por envolver o Ministério da Saúde, uma das pastas mais importantes para a população, no balcão de negócios montado pelo Palácio do Planalto em troca de apoio político no Congresso. Em entrevista coletiva, em Goiânia, onde participou de ato de filiação de várias lideranças regionais ao partido, Aécio afirmou que a reforma administrativa proposta pelo governo federal deveria seguir padrões de gestões eficientes e não as velhas práticas políticas da negociação de cargos e ministérios em troca de votos na base aliada do governo.

"O que o governo se dispõe a fazer neste instante, entregando áreas essenciais à vida dos brasileiros, como o Ministério da Saúde e o Ministério da Infraestrutura, para citar os que estão hoje nos jornais, em troca de 20 ou 30 votos no Congresso Nacional, é um desrespeito à população brasileira. Fazer a reforma administrativa, enxugar ministérios como propúnhamos durante a campanha eleitoral, deveria ter como lógica a melhoria da qualidade do serviço público. Novas metas, gente qualificada e preparada para que a saúde melhore, para que a educação e a segurança pública melhorem", afirmou Aécio Neves.
Saiba mais:

O presidente tucano e o governador Marconi Perillo comandaram, em Goiânia, o encontro do partido que recebeu, nesta quinta-feira, mais de 500 novos filiados. Entre eles, o vice-governador de Goiás Zé Eliton e 14 prefeitos. O ato contou com a presença de diversas lideranças nacionais e regionais.

Lula

Aécio Neves criticou também a declaração dada ontem pelo ex-presidente Lula sobre a perda de ministérios ocupados pelo PT, seu partido, para o PMDB. Lula disse que o PT preferia perder ministérios do que perder a presidência da República. Aécio criticou a declaração e disse que pior do que perder a presidência da República é perder a dignidade.

"O ex-presidente Lula deu uma declaração que está estampada nos jornais, uma declaração de que é preferível perder os ministérios do que perder a Presidência da República, referindo-se a esse balcão de negócios à luz do dia que se estabeleceu no Palácio do Planalto. Quero responder ao ex-presidente da República: muitas vezes é preferível perder a presidência da República do que perder a dignidade", afirmou o líder tucano.


http://www.onortao.com.br/noticias/aecio-neves-critica-dilma-por-negociar-ministerio-da-saude-em-troca-de-apoio-no-congresso,51886.php

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

PF vai convocar Carolina Oliveira mulher do governador Pimentel, para depor


PF vai convocar Carolina Oliveira, mulher do governador Pimentel, para depor.




Reportagem publicada na revista IstoÉ na última semana revela que a mulher do governador Fernando Pimentel, a primeira-dama do estado, Carolina Oliveira, será uma das primeiras pessoas envolvidas na Operação Acrônimo a ser convocada pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos sobre o caso. Carolina Oliveira deverá ser questionada no depoimento sobre a origem de R$ 30 mil em espécie que a Polícia encontrou durante busca e apreensão num imóvel usado por Pimentel. Segundo revelações feitas por um delegado que participa da investigação, há indícios de lavagem de recursos e sobra de caixa dois na campanha eleitoral do PT.

A campanha de Pimentel ao governo de Minas também enfrenta problemas na Justiça Eleitoral para explicar os gastos. As contas de campanha do petista foram reprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais e recebeu multa de R$ 50,5 milhões.

Em junho, a IstoÉ já havia revelado que a PF e o Ministério Público suspeitam que Carolina e o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, tenham liderado um esquema para levar recursos irregulares à campanha de Pimentel no ano passado.

Em despacho na quinta-feira (18/9), o ministro Herman Benjamin, relator da Operação Acrônimo no Superior Tribunal de Justiça (STJ), afirmou que a investigação é complexa e cheia de ramificações, mas que apenas o governador Fernando Pimentel tem a prerrogativa do foro privilegiado. Mais uma vez, a campanha de Fernando Pimentel ao governo de Minas deixa as páginas políticas e passa a frequentar as páginas policiais, como se tornou a marca registrada dos governantes do PT.

Operação Acrônimo

A Operação Acrônimo teve origem em outubro passado, quando o avião do empresário Benedito Rodrigues, o Bené, foi apreendido fazendo o transporte de R$ 114 mil, em espécie, entre Belo Horizonte e Brasília, logo após finalizado o 1º turno das eleições para o governo de Minas. Em maio, a Polícia Federal fez busca e apreensão nas casas Carolina Oliveira, em Brasília, e do ex-deputado federal Virgílio Guimarães, pai do deputado federal petista Gabriel Guimarães, em Belo Horizonte.

Na segunda etapa da operação, realizada em junho, a Polícia Federal cumpriu mandados na agência de comunicação Pepper, contratada para fazer campanhas para o PT, e em escritório de contabilidade ligado a empresa de Carolina Pimentel, ambos em Brasília. Em Belo Horizonte, os policiais estiveram na sede da antiga empresa de consultoria de Fernando Pimentel, em Belo Horizonte, e também em um hangar na capital mineira.

Ainda em junho, a Polícia Federal solicitou ao STJ abertura de inquérito sobre o governador Pimentel, por suposto crime de lavagem ou ocultação de bens, direitos ou valores.

Confira abaixo reportagem publicada pela revista IstoÉ



A vez da Primeira Dama

Polícia Federal vai convocar a mulher do governador de Minas, Fernando Pimentel, para depor em investigação sobre a origem de recursos para a campanha de 2014

Um parecer do ministro Herman Benjamin, relator da Operação Acrônimo no Superior Tribunal de Justiça (STJ), dará celeridade às investigações sobre um esquema ilegal de arrecadação de recursos para a campanha eleitoral do governador de Minas, Fernando Pimentel (PT). A mesma decisão também vai acelerar as apurações sobre supostas vantagens indevidas que teriam sido recebidas pelo petista e empresários ligados a ele no período em que ocupou o Ministério do Desenvolvimento. No documento assinado em 18 de agosto, o ministro do STJ autoriza a Polícia Federal a promover todas as investigações desejadas e inclusive convocar para esclarecimentos as pessoas envolvidas no inquérito e que não tenham foro privilegiado. Dessa forma, uma das primeiras intimadas pela PF a depor deverá ser a primeira-dama de Minas, Carolina Oliveira. Como revelou reportagem de ISTOÉ na edição 2375, em 10 de junho passado, a Polícia Federal e o Ministério Público suspeitam que Carolina e o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, tenham liderado um esquema para levar recursos irregulares à campanha de Pimentel em 2014. Também deverão ser convocados executivos ligados à Marfrig Global Foods e à Pumpido Participações Ltda. “Há investigação sobre possíveis ilícitos praticados por prepostos dessas pessoas jurídicas com outros envolvidos”, diz o ministro. As empresas são suspeitas de repassarem recursos a grupos ligados ao governador quando ele era ministro do Desenvolvimento.


NA MIRA DA PF
Carolina Oliveira, mulher do governador de Minas, terá que explicar a
origem de R$ 30 mil apreendidos em apartamento

O ministro do STJ disse ainda, no despacho do dia 18 de agosto, que a investigação é complexa e cheia de ramificações, mas que apenas o governador tem a prerrogativa do foro privilegiado. Nas próximas semanas, quando for depor, a primeira-dama será questionada sobre a origem de R$ 30 mil em espécie que a Polícia encontrou durante busca e apreensão num imóvel usado pelo governador em Belo Horizonte. O dinheiro, todo em notas de R$ 50, foi encontrado em um apartamento no Bairro de Lourdes, na zona Sul da capital mineira, durante a segunda fase da Operação Acrônimo. Segundo revelações feitas por um delegado que participa da investigação, há indícios de lavagem de recursos e sobra de caixa dois eleitoral. Conforme documentação da PF, a ida dos policiais onde foi apreendido o dinheiro tinha como alvo o assessor especial do governo de Minas, Otílio Prado. Os R$ 30 mil estavam em um envelope branco, guardado dentro de um cofre instalado no quarto do apartamento. Como o imóvel estava fechado, os policiais chamaram o síndico do condomínio para abri-lo. Em conversa com um dos agentes, de acordo com o relatório sigiloso, o síndico disse desconhecer a quem pertenceria o apartamento, mas afirmou ter visto o “político Fernando Pimentel o acessando”.


REPORTAGEM
Em junho, ISTOÉ mostrou a investigação da PF que envolve o governador Pimentel, sua mulher e o empresário Bené

Braço-direito e amigo pessoal do governador, Otílio foi sócio de Pimentel na empresa P-21 Consultoria, que hoje atua no mercado com o nome de OPR Consultoria. Atualmente, a empresa está registrada em nome do filho de Otílio. A OPR é suspeita de arrecadar recursos milionários que teriam Pimentel como destinatário final. O dinheiro teria vindo de empresas favorecidas pelo Ministério do Desenvolvimento, passado por entidades patronais e chegado a outras empresas ligadas ao governador e a sua mulher.

Fonte: Revista IstoÉ- See more at: http://psdb-mg.org.br/agencia-de-noticias/policia-federal-vai-convocar-a-mulher-de-pimentel-para-depor-em-investigacao-sobre-a-origem-de-recursos-para-campanha-de-2014-revela-istoe#sthash.J8LzqrNx.dpuf

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Aécio responde sobre o uso de aeronaves enquanto Governador de Minas


Aécio responde sobre o uso de aeronaves enquanto Governador de Minas




Com relação à matéria publicada na "Folha de S.Paulo", nesta quarta-feira (23/09), relativa às viagens do senador Aécio Neves no exercício do mandato de governador de Minas Gerais, sua assessoria informa que:

O governador, em seu período de quase 8 anos de mandato, viajou dezenas de vezes para vários estados brasileiros no cumprimento de suas atribuições. A legislação que rege o uso de aeronaves do Poder Executivo estadual de Minas reproduz, por questões de segurança, as mesmas normas do Poder Executivo federal, determinando o uso de aeronave do Estado “para deslocamento de qualquer natureza”.

Em relação às viagens ao Rio de Janeiro, o senador sempre se esforçou para, ao menos uma vez ao mês, visitar sua filha adolescente que reside naquela cidade, e fez isso seguindo estritamente a legislação e em atendimento à orientação do Gabinete Militar que, por questões de segurança determinava que o governador do Estado se deslocasse em aeronave oficial. Exatamente como faz a presidente da República em seus deslocamentos ao Sul do país para visitar familiares e também como prevê a legislação de outros estados brasileiros.

Registre-se ainda que muitas das viagens citadas para o Rio de Janeiro referem-se ao cumprimento de agendas oficiais do ex-governador, com ampla cobertura da imprensa.
Não obstante, vale registrar também as inúmeras imprecisões constantes na planilha apresentada pelo governo estadual.

Apenas como exemplo, registramos as datas de 27 de junho de 2005 e 29 de janeiro de 2007 e 22 de setembro de 2008 nas quais, segundo a planilha, o ex-governador estaria no Rio, quando, na verdade, ele se encontrava em agenda oficial em Brasília e Alagoas. Esses voos não estão registrados na planilha.

É lamentável que o governo do PT, acossado por denúncias de toda ordem, utilize de forma irresponsável essas informações com objetivo meramente político.

Assessoria de Imprensa do Senador Aécio Neves

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Senador Aécio Neves : "Apoiar a CPMF é impensável!"


Aécio : "Apoiar a CPMF é impensável!"



Apoio para aprovar nova CPMF é impensável, diz Aécio Neves
Segundo o tucano, é preciso respeitar a lei e não se pode eleger com dinheiro de corrupção e propina


O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse nesta segunda-feira, 21, que o apoio do partido para aprovar a nova CPMF é impensável. Para o tucano, a iniciativa vai na direção oposta do que o Brasil precisa, que é recuperar sua economia e realizar investimentos. A proposta, diz ele, vai aprofundar ainda mais o quadro recessivo em que o País está mergulhado.
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"Falta a esse governo, para superar essa crise, confiança, credibilidade. O próprio governo não está confiante. O que eu vejo é um governo que acha que governa, mas não governa mais", criticou Aécio, em entrevista coletiva.

Para o presidente do DEM, senador Agripino Maia (RN), a proposta não vai ser aprovada pelo Congresso. "A CPMF não passa: além de não resolver o déficit da previdência, é injusta com os mais pobres, inflacionária e travadora de novos investimentos. Vão nos encontrar mais uma vez pela frente", disse.

A respeito da condenação do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto a 15 anos de prisão, anunciada hoje pela Justiça, Aécio afirmou que demonstra um havia um esquema para se apoderar do Estado brasileiro. "Nós assistimos à condenação de todo esse esquema institucionalizado no País que o PT montou para se manter no Poder", criticou.

Para o tucano, que mencionou em pronunciamento no plenário parte da sentença do juiz Sérgio Moro, chamou a atenção o trecho que diz que "a corrupção gerou impacto no processo político democrático, contaminando-o com recursos criminosos".

Segundo Aécio, é preciso respeitar a lei e não se pode eleger com dinheiro de corrupção e propina. Mais uma vez, o tucano pediu que as instituições como Tribunal de Contas da União e Tribunal Superior Eleitoral cumpram o seu dever de investigar supostas irregularidades cometidas pelo governo ou pela campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Para Agripino Maia (RN), a condenação de Vaccari representa a condenação do próprio PT. "A quem ele e suas ações eleitorais serviam? Falta esclarecer o destino do que foi arrecadado pelas práticas, agora julgadas e condenadas", disse. Com informações do Estadão Conteúdo.


http://www.noticiasaominuto.com.br/politica/139409/apoio-para-aprovar-nova-cpmf-e-impensavel-diz-aecio-neves

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Governo Pimentel reclama da falta de dinheiro mas aumenta muito a folha salarial


Governo Pimentel reclama da falta de dinheiro mas aumenta muito a folha salarial


Em déficit, governo eleva folha em R$ 3,3 mi com nomeações

Secretário de Planejamento havia suspendido novas contratações e gratificações no início do mês



Lei. No início de setembro, Helvécio Magalhães havia informado que folha estava no limite prudencial


ANGÉLICA DINIZ

Quinze dias após avisar que não iria conceder reajustes nem nomear concursados ou comissionados neste ano, o governo de Minas concedeu um total de 118 novas nomeações, gratificações e designações a servidores com cargos comissionados do Estado. O impacto será de quase R$ 3,3 milhões por ano na forlha de pagamento.

O fato contrasta com a situação dos cofres de Minas. Segundo o secretário de Planejamento e Gestão (Seplag), Helvécio Magalhães, o Estado deve fechar o ano com déficit de R$ 10 bilhões. A decisão de interromper as contratações foi justificada por Magalhães para conter as despesas do Estado com pessoal, que atingiram o limite prudencial para esse tipo de gasto previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O sinal de alerta é aceso ao bater os 46,55% da receita corrente líquida. Minas, segundo ele, atingiu 46,6%.

No entanto, mesmo após o recado – que desagradou parte do funcionalismo e de concursados –, a Imprensa Oficial de Minas Gerais (IOF) continuou a publicar normalmente nomeações de diversos novos funcionários, inclusive com cargos de remuneração mais alta, como o DAD-11, que corresponde a um salário de R$ 8.500. Além disso, muitas gratificações, que chegam a R$ 1.000, também foram dadas a servidores da ativa. “Nenhuma dessas nomeações teve exoneração correspondente, o que reforça o peso extra na folha de pagamento do Estado”, explicou uma fonte com trânsito na Seplag.

Em meio às nomeações e gratificações, o governador Fernando Pimentel (PT) admitiu, na última quinta-feira, que pode enviar para a Assembleia uma nova proposta de corte de gastos.

A Seplag foi procurada para esclarecer sobre a declaração de Helvécio Magalhães a respeito da suspensão de nomeações e sobre a contratação de novos servidores. Por meio de nota, a assessoria de imprensa informou que todas as nomeações, designações e gratificações feitas nos últimos 15 dias (3 a 17 de setembro) já estavam previstas e foram consideradas na reunião de gestão do Colegiado de Planejamento e Gestão Estratégica, realizada em 20 de agosto deste ano.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Aécio Neves presidente nacional do PSDB : "Dilma ignora a gravidade da crise. Isso não é uma brincadeira"


Aécio: "Dilma ignora a gravidade da crise.Isso não é uma brincadeira"




Aécio: Dilma segue ignorando gravidade da crise e erra ao atacar oposições

Aécio afirma que PSDB e governadores tucanos já se declararam
contrários à volta da CPMF

O senador Aécio Neves, presidente do PSDB, afirmou, nesta terça-feira (15/9), que a presidente Dilma Rousseff continua a ignorar a gravidade da crise na qual seu governo mergulhou o Brasil. O senador disse que a presidente erra, mais uma vez, ao atacar as oposições no momento em que o governo busca apoio no Congresso para aprovar o pacote de medidas que prevê cortes bilionários no Orçamento de 2016 e a volta da CPMF.

Em entrevista à imprensa no Senado, Aécio afirmou que o PSDB e os governadores tucanos já se declararam contrários ao retorno da cobrança do chamado imposto do cheque e de qualquer aumento de tributo.

“A presidente sequer tem a coragem de apresentar ao Congresso uma alíquota que eventualmente pudesse ser compartilhada pelos governadores. Faz o inverso: apresenta uma proposta de aumento de CPMF de 0,2% e diz aos governadores, vamos lá no Congresso Nacional para que o Congresso dobre esta alíquota”, disse Aécio Neves.

O senador também criticou a presidente Dilma Rousseff por atacar novamente as oposições.

“No momento em que a presidente da República deveria demonstrar humildade e pedir apoio ao país para minimizar os danos do seu desastroso governo, ela não consegue convencer a sua própria base e ataca as oposições. Nos chama de pessimistas de plantão”, afirmou.

O senador ressaltou que o PSDB está avaliando as medidas anunciadas pelo governo petista e disse que a volta da CPMF ou de qualquer outro tributo penalizará a sociedade e agravará o quadro de recessão econômica.

Medidas no improviso

O presidente do PSDB afirmou também que o governo federal anunciou as medidas contra a crise no improviso, sem discuti-las sequer com sua própria base no Congresso.

“A presidente da República deveria, antes do anúncio midiático dessas medidas, conversar com a sua base e apresentar ao Congresso uma proposta que seja do conjunto daqueles que lhe apoiam. O que estamos assistindo aqui é um conjunto de ideias montadas de forma absolutamente açodada. Imaginem vocês que em um final de semana, alguns ministros se reúnem no Palácio da Alvorada e saem de lá com cortes de bilhões. Como se isso fosse exequível. Porque se é exequível, a irresponsabilidade foi não ter feito isso lá atrás. Isso não é uma brincadeira”, criticou Aécio Neves.

Para o senador tucano, a presidente manipula o Orçamento de forma irresponsável, o que deve inviabilizar a aprovação das medidas.

“Infelizmente a presidente da República manipula o Orçamento ao prazer das circunstâncias, premida pelas circunstâncias e pelas pressões que vem sofrendo. E a absoluta falta de credibilidade da presidente e do seu governo, a meu ver, levará que muitas medidas que dependem de aprovação do Congresso Nacional não sejam aprovadas”, avaliou o senador.

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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Aécio Neves : "Golpe é usar dinheiro do crime para obter votos"


Aécio : " Golpe é usar dinheiro do crime para obter votos"




Para Aécio, golpe é 'usar dinheiro de crime' para obter votos
Frase do tucano é uma resposta à declaração da presidente Dilma Rousseff.
Dilma disse que usar crise para chegar ao poder é 'versão moderna do golpe'.

Do G1, em Brasília
O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), respondeu nesta quinta-feira (17) a declaração da presidente Dilma Rousseff de que "usar a crise para chegar ao poder é versão moderna do golpe". Para Aécio, "golpe é utilizar de dinheiro do crime ou de irresponsabilidade fiscal para obter votos".

O senador comentou a fala da presidente antes de participar de um seminário promovido pelo PSDB em Brasília. Ele disse ainda que Dilma está "obcecada" com a palavra golpe.

"Golpe e atalho para se chegar ao poder é utilizar de dinheiro do crime ou de irresponsabilidade fiscal para obter votos. Não faço aqui prejulgamentos, mas nós temos que garantir que as instituições estejam blindadas", afirmou Aécio. Ele fez referências a uma ação no Tribunal Superior Eleitoral que apura se houve irregularidades nas doações de campanha da presidente e também a uma ação no Tribunal de Contas da União sobre supostas "pedaladas" fiscais do governo.

Nesta terça-feira, deputados de seis partidos da oposição (PSDB, DEM, PPS, SD, PSC e PTB) apresentaram uma questão de ordem indagando formalmente o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sobre os mais de dez pedidos de abertura de processo de impeachment da presidente da República enviados à Casa. A estratégia abre caminho para que se discuta oficialmente o tema na Câmara.

Depois da frase sobre usar a crise ser uma versão moderna do golpe, dada em uma entrevista a uma rádio de Presidente Prudente (SP), Dilma voltou ao tema durante discurso em evento de entrega de casas na cidade paulista. Ela declarou que "usar atalhos questionáveis" para alcançar o poder é golpe.

"Nós hoje quando abrimos os jornais vimos uma presidente da república obcecada com o próprio fim do seu governo. A presidente ontem por duas vezes, sem ser instada fala em golpismo, fala em atalhos pra se chegar ao poder", criticou Aécio.
Fonte: G1
http://dropsmisto.blogspot.com.br

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

As coincidências de Pimentel...


As coincidências de Pimentel....



Por: Márcio Doti
mdoti@hojeemdia.com.br

Já é longo o prazo dado para que fatos viessem confirmar ou desmentir coincidências nas relações do governador Fernando Pimentel com a Polícia Federal. Desde o episódio em que uma equipe da PF desembarcou na Pampulha, tentou entrar na residência, no escritório do governador e teve a autorização negada pela Justiça. A equipe voltou para Brasília. Logo em seguida, o governador Pimentel protestou energicamente, chamou às falas o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Censurou a atitude da Polícia Federal, fez imensa poeira e, coincidência ou não, logo ocorreu a substituição do delegado Dênis Cali, que até ali havia conduzido a Operação Acrônimo, a que envolve Pimentel, sua esposa Carolina Oliveira, seu fiel escudeiro e ex-sócio, Otílio Prado, e um amigo-companheiro de viagens, Benedito Oliveira, o Bené, de quem usou o avião. Por sinal, o mesmo avião que entre o fim da campanha estadual e a eleição da presidente Dilma, foi apreendido em Brasília porque transportava maleta cheia de dinheiro.

A segunda fase da operação foi em 25 de junho e pelo menos 19 endereços foram visitados em Minas, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Um dos locais visitados foi a sala onde funciona a OPR, sucessora da empresa que se chamava P-21 Consultoria e tinha como sócios Pimentel e o hoje assessor do governador, Otílio Prado.

Quando ganhou a eleição, Pimentel se afastou da sociedade e Otílio passou sua parte para o filho Alexandre Alan Prado. Segundo a polícia, Pimentel recebeu entre 2013 e 2015 pelo menos R$1,6 milhão de entidades patronais mineiras. Outra linha de investigação apura a relação entre repasses do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) à empresas que também contrataram firmas de comunicação, sob a influência da primeira dama de Minas, Carolina Oliveira, quando então Pimentel era ministro do Desenvolvimento, pasta à qual é vinculado o banco.

Assumiu no lugar do delegado, que conduzira as duas primeiras fases da Operação Acrônimo, a delegada Denise Dias Rosa Ribeiro, trazida de Roraima. Em despacho, ela explicou que estava diante de um caso complexo, com 500 gravações e mais de 20 mil páginas de processo. Mas obteve do ministro Herman Benjamim, relator do caso, a autorização para colher depoimentos de investigados e envolvidos, desde que não tivessem a prerrogativa de fôro privilegiado. Por coincidência, o único nessa situação é o governador Fernando Pimentel. E aproveitou para também afirmar que “o caso apresenta complexidade ímpar…” Mas o governador responde a inquérito no Superior Tribunal de Justiça (STJ), sob sigilo.

Não é preciso ser especialista em coisa alguma para saber que o delegado que coletou, ou viu coletar, essas tantas gravações e esses 20 mil documentos sabe o que nem lendo tudo isso saberá a sua substituta. E a série de coincidências nos permite, pelo menos, deduzir que já está avisado pelo magistrado e pela delegada que as investigações podem levar imenso tempo, e aí dizemos nós, quem sabe até mais do que o próprio mandato do governador mineiro.

Coluna do Hoje em Dia

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Mineiros acionam 36% a mais o governo Pimentel para obter remédios do SUS


Mineiros acionam 36% a mais o governo Pimentel para obter remédios do SUS



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Ações em MG para acesso a remédios crescem 36%

Defensoria de Saúde realizou 13.092 atendimentos neste ano, contra 9.587 em 2014

NATHÁLIA LACERDA

Para garantir o acesso aos medicamentos e aos tratamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), os mineiros estão buscando cada vez mais o auxílio da Justiça. Prova disso é que de janeiro a agosto deste ano, a Defensoria Especializada de Saúde atingiu a marca de 13.092 atendimentos. Mesmo antes do fim do ano, o número já supera em 36,5% o número de casos feitos nos 12 meses do ano passado, quando foram registrados 9.587 casos.

Ações na Justiça representam para os cofres públicos uma despesa de R$ 200 milhões por ano, segundo a Secretaria de Estado de Saúde. Com objetivo de encontrar soluções capazes de reduzir esses números, um ciclo de debates entre a pasta, representantes das classes médicas e do sistema Judiciário está sendo realizado, desde nesta segunda, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Segundo a defensora pública geral do Estado, Christiane Neves Procópio Malard, uma das propostas que foram apresentadas para solucionar o problema é a expansão do Termo de Cooperação Técnica para todos municípios de Minas – atualmente somente a prefeitura da capital assinou o documento

.http://www.otempo.com.br/cidades/a%C3%A7%C3%B5es-em-mg-para-acesso-a-rem%C3%A9dios-crescem-36-1.1113232

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Aécio Neves líder da oposição: "Falta a este governo competência, credibilidade e apoio político"


Aécio : " Falta a este governo competência, credibilidade e apoio político"



Na contramão



Aécio Neves/Folha de São Paulo

Na semana passada, o Brasil perdeu o grau de investimento, pelos sucessivos erros de política econômica dos governos Lula e Dilma.

Como se sabe, de 2003 até 2008, o governo do PT se caracterizou pela continuidade da política econômica do governo FHC. Nesse período, o maior crescimento da economia mundial, o boom de commodities e a melhora da produtividade, fruto de reformas iniciadas no final de década de 1980, nos levaram a conquistar o grau de investimento no auge da crise financeira internacional em 2008.

A partir dali, o presidente Lula começou a implementar o programa econômico do PT, que partiu da premissa de que o governo é onipotente e decide quem serão os vencedores; que taxa de juros poderia ser fixada por decreto; que o aumento da dívida pública e a concessão exagerada de subsídios levariam a um maior crescimento; que o controle de tarifas públicas poderia conter a inflação e que o gigantismo do Estado era a única forma de aumentar oferta de serviços de educação e saúde.

O resultado foi que, a partir de 2011, a produtividade parou de crescer, o buraco das contas externas mais do que dobrou –um superavit primário que era de R$ 128 bilhões em 2011 transformou-se em um deficit de R$ 32,5 bilhões, em 2014 e a dívida bruta do Brasil cresceu em mais de R$ 500 bilhões decorrente de empréstimos para bancos públicos e da concessão indiscriminada de subsídios.

O Brasil, já neste ano, será o país emergente com maior endividamento bruto e com a maior conta de juros e, mesmo assim, a presidente Dilma mandou para o Congresso uma proposta orçamentária que prevê deficit primário de mais R$ 30 bilhões e um drástico crescimento da despesa.

Que ajuste fiscal é esse?

Ao final, a perda do grau de investimento não chegou a ser uma surpresa diante da avalanche de erros, agravada pelo maior escândalo de corrupção da história do Brasil, a Lava Jato, e a incapacidade política deste governo de planejar o futuro e de apresentar um caminho minimamente confiável para a superação da crise.

Recuperar o grau de investimento exige credibilidade para negociar com o Congresso e com a sociedade um ajuste fiscal estrutural e uma ampla agenda de reformas que aumente a produtividade e acelere o crescimento do país. Falta a este governo competência, credibilidade e apoio político para essa tarefa.

Em resumo: em 2008, no auge da crise, o Brasil recebe o selo de bom pagador, fruto das reformas do governo FHC e até ali mantidas em grande parte pelo governo Lula. Agora, enquanto o mundo se recupera e as principais economias voltam a crescer, o Brasil vê sua nota de crédito ser rebaixada. Obra de responsabilidade exclusiva do PT e seus governantes.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Aécio Neves presidente nacional do PSDB : "Governo de Dilma Rousseff está por um fio"


Aécio : " Governo de Dilma Rousseff está por um fio"






Senador Aécio Neves (PSDB-MG): Aécio citou, além do agravamento da crise econômica, o "esgarçamento da crise política" para justificar a avaliação e cobrou cortes do governo federal
Gustavo Porto e Ricardo Brito, do Estadão Conteúdo


Brasília - O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB-MG), avaliou nesta quinta-feira, 10, que o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) "está por um fio", com o agravamento da crise econômica e após a perda do grau de investimento pela agência Standard & Poor's.

"Temos hoje uma presidente sitiada e um governo que não governa mais", disse ele a jornalistas no Senado.

Aécio citou, além do agravamento da crise econômica, o "esgarçamento da crise política" para justificar a avaliação e cobrou cortes do governo federal.

Para o tucano, há um sentimento de ingovernabilidade no país e até mesmo setores da iniciativa privada, antes solidários ao governo, perderam a confiança em Dilma. "Estamos, como todos brasileiros perceberam, vivendo hoje o caos anunciado", afirmou.

Ele reafirmou que a presidente, que o derrotou na eleição presidencial em 2014, sabia do agravamento da crise desde a primeira metade do ano passado, mas não tomou medidas necessárias e impopulares para a correção.

"A presidente ampliou os gastos. Não quis perder popularidade para vencer as eleições e nos colocou nessa crise profunda."

Aécio criticou ainda o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, por ele ter afirmado que os gastos discricionários do Orçamento estão retornando ao mesmo patamar de 2013.

"É verdade, mas esse retorno ao patamar de 2013 é corte de investimentos públicos. O ajuste do governo se dá por corte de investimentos e aumento de tributos", frisou o senador, reafirmando a posição contrária do PSDB sobre reajustes tributários.

O presidente do PSDB disse que não será a oposição a indicar ao governo de onde virão os cortes e emendou: "Não podemos, até porque perdemos a eleição, subir a rampa do Palácio do Planalto e começar a governar. Não podemos fazer aquilo que ela não está fazendo."

No entanto, o partido fará, na próxima quinta-feira, 17, um seminário, no Senado, sobre a crise econômica.

Estão previstas as presenças, segundo Aécio, dos ex-presidentes do Banco Central Armínio Fraga e Gustavo Franco, dos economistas Marcos Lisboa, Mansueto Almeida e Samuel Pessôa, além do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso.

Indagado se iria se engajar ao movimento pró-impeatchment da presidente Dilma, Aécio disse que a iniciativa é da sociedade, apesar de ter a simpatia de parlamentares do PSDB.

"O movimento não é do PSDB e parte do pressuposto que o governo perdeu as condições de governabilidade. É legítimo, constitucional, mas é da sociedade", disse.

http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/aecio-diz-que-governo-dilma-esta-por-um-fio-e-a-presidente-sitiada

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Governo Pimentel: Polícia Federal suspeita que Pimentel embolsou R$ 500 mil pagos por sindicato a empresa de consultoria


Governo Pimentel: Polícia Federal suspeita que Pimentel embolsou R$ 500 mil pagos por sindicato a empresa de consultoria



09/09/2015
Polícia Federal suspeita que Fernando Pimentel embolsou R$ 500 mil pagos por sindicato a empresa de consultoria, afirma jornal O GLOBO

Reportagem publicada na edição desta quarta-feira (09/09) do jornal O GLOBO traz mais uma denúncia envolvendo o governador de Minas Gerais Fernando Pimentel. O escândalo da vez envolve o Sindicato da Indústria Mineral do Estado de Minas Gerais (SINDIEXTRA-MG) que, de acordo com a matéria, pagou R$ 500 mil à OPR Consultoria, empresa ligada ao governador mineiro.

Os pagamentos ocorreram em 2013, quando Pimentel era ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. “A Polícia Federal suspeita que ele (Pimentel) era o destinatário final dos recursos”, afirma a reportagem. O jornal afirma ainda que Pimentel é amigo do presidente do SINDIEXTRA, Fernando Coura, e que, inclusive, “tentou emplaca-lo como Ministro das Minas e Energia no segundo mandato de Dilma”.

A OPR Consultoria é na verdade a nova razão social da P- 21 Consultoria, que até 2012 tinha como sócios Pimentel e seu antigo assessor na Prefeitura de BH, Otílio Prado. Atualmente, Otílio Prado trabalha como assessor da Secretaria de Estado da Fazenda.

Em menos de duas semanas, é a segunda vez que a imprensa noticia a movimentação suspeita de recursos envolvendo Pimentel e a OPR Consultoria. Reportagem publicada no mesmo jornal “O Globo” em 30/08 já havia noticiado investigação da Polícia Federal sobre ligação do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram), com suposto caixa 2 de Fernando Pimentel.

Confira a íntegra da nova matéria de O GLOBO sobre o novo escândalo envolvendo o governador de Minas:



Empresa de consultoria ligada a Pimentel recebeu R$ 500 mil

PF investiga pagamento do sindicato da mineração à firma de assessor do governador de Minas Gerais



BELO HORIZONTE – O Sindicato da Indústria Mineral do Estado de Minas Gerais (Sindiextra) pagou R$ 500 mil à OPR Consultoria, antiga empresa de consultoria do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel. Os pagamentos ocorreram em 2013, quando Pimentel era ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

A Polícia Federal suspeita que ele era o destinatário final dos recursos. Os pagamentos realizados por entidades patronais mineiras à OPR, empresa que não tinha funcionários para realizar serviços, são investigados no âmbito da Operação Acrônimo. Há 10 dias, O GLOBO revelou que o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram) pagou R$ 1,1 milhão à firma, a título de “avaliação mercadológica” de patrimônio. Entretanto, associadas negaram ao O GLOBO terem tido os bens avaliados.

Os pagamentos do Sindiextra foram realizados em duas parcelas. Uma delas, no valor de R$ 250 mil, foi paga no início de julho de 2013, três meses depois de Pimentel visitar o empresário Fernando Coura, presidente do Sindiextra, na sede do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que ele também preside. Pimentel é amigo pessoal de Coura. Tentou emplacá-lo para o ministério de Minas e Energia no segundo mandato de Dilma e foi um dos convidados da festa de 60 anos do empresário, no ano passado. O Sindiextra tem interesse direto tanto em decisões tanto do ministério — presidido por Pimentel na época dos pagamentos — quanto no governo de Minas — para o qual o petista já era pré-candidato.

A OPR Consultoria Imobiliária se chamava P-21 Consultoria até 2012 e tinha sociedade composta por Pimentel e seu assessor Otílio Prado. Pimentel deixou a sociedade no mesmo ano em que a empresa mudou de nome e de objeto social. No fim de 2014, depois da eleição do petista, Otílio transferiu a empresa para o seu filho, Alexandre Allan Prado. Atualmente Otílio é assessor especial da Secretaria de Estado da Fazenda em Minas.

Para justificar o pagamento do Sindiextra, a OPR informou em nota fiscal ter realizado “serviço de consultoria”, sem especificar o trabalho. Tanto o Sindiextra quanto Otílio Prado se recusaram a informar ao GLOBO que serviços foram prestados. Em nota, Fernando Coura disse “agradecer a cordialidade do contato” mas afirmou que “não se pronunciará sobre os assuntos mencionados”.

Em nota, Pimentel disse que deixou a empresa de consultoria em 2012 e que, em relação à OPR Consultoria, “nunca participou da referida empresa” e “tampouco tem conhecimento dos contratos firmados ou trabalhos realizados pela mesma”.

Fonte: O Globo- See more at: http://psdb-mg.org.br/agencia-de-noticias/policia-federal-suspeita-que-fernando-pimentel-embolsou-r-500-mil-pagos-por-sindicato-a-empresa-de-consultoria-afirma-jornal-o-globo#sthash.Skq3bKGt.jU9zhVUn.dpuf

Aécio Neves líder da oposição: "Economia do país mostra que o governo Dilma acabou"


Aécio : "Economia do país mostra que o governo Dilma acabou"



Um desastre anunciado. Resultado da incompetência e dos erros do governo.

O Brasil perdeu hoje o grau de investimento da agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P).

Em 2008, no auge da crise financeira mundial, o país havia conquistado o grau de investimento em decorrência de anos de reformas e da manutenção do tripé macroeconômico do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso.

No entanto, a partir de 2009, o PT colocou em prática a sua política equivocada de intervenção na economia, expansão desenfreada de gastos públicos, crescimento exagerado da dívida pública em dez pontos do PIB de 2009 a 2014.

A oposição há anos vem alertando que a política econômica do segundo governo Lula, intensificada no governo Dilma, levaria a uma forte queda do investimento e do crescimento.

A oposição tentou na campanha de 2014 discutir rumos para o ajuste da economia e foi atacada pela propaganda partidária do PT que negava a existência de uma grave crise econômica que se aprofundava em decorrência da não adoção de medidas corretivas pelo governo em conjunto com a expansão da despesa pública para eleger a presidente candidata.

O Brasil perdeu hoje o grau de investimento fruto de erros sucessivos de política econômica dos últimos seis anos, agravados pelo desvio de recursos públicos e aparelhamento político das estatais.

O cenário é ainda mais grave porque estamos em um governo no qual a presidente terceirizou a sua política econômica. Um governo que não tem hoje uma base política com força para aprovar reformas estruturais e um governo que não tem sequer um plano de governo.

Infelizmente, a perda do grau de investimento do Brasil e a perspectiva de revisão negativa nos próximos doze meses mostram que o governo da presidente Dilma acabou.

Senador Aécio Neves
Presidente Nacional do PSDB

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Aécio Neves diz "Não" para aumento de impostos. "Por decreto é ilegal!"


Aécio diz "Não" para aumento de impostos. "Por decreto é ilegal!"







Aécio diz que é inconstitucional aumentar impostos por decreto

Brasília, 08 - O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), afirmou nesta terça-feira, que considera "inconstitucional" um eventual aumento de impostos pelo governo por meio de decretos presidenciais. Segundo o tucano, a oposição é absolutamente contrária a qualquer tentativa de aumento de impostos e vai reagir no Congresso contra "qualquer artifício" para se aprovar uma elevação da carga tributária.

"Nós obstruiremos qualquer tentativa que o governo queira fazer nessa direção e inclusive se quiser aumentar impostos por decreto, nós iremos reagir no Congresso Nacional buscando esse decreto", criticou. Para Aécio, a intenção do governo é mais uma "demonstração de desespero" que, mesmo diante da gravidade, não sabe apontar o caminho para superar a crise que não a "forma rudimentar" de supressão de direitos e aumento de impostos. Ele disse que não topa um aumento de impostos nem se for por prazo determinado. "Nem se for temporário, nós já passamos da idade de acreditar em conto da carochinha", disse ele, ao destacar que impostos temporários posteriormente se tornaram permanentes.


Repatriação


O tucano afirmou ver com "muita preocupação" a proposta do governo de aprovar uma repatriação de recursos de brasileiros ou empresas nacionais que mantém recursos no exterior sem declará-los ao Fisco. Segundo ele, até o momento não foram apresentadas as salvaguardas para impedir que recursos de corrupção e narcotráfico possam retornar ao País de forma legal.


Diante da resistência do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de votar um texto oriundo do Senado, o governo deve editar uma medida provisória com a proposta de repatriação. Aécio disse que não considera que os recursos da repatriação são suficientes para financiar o fundo de compensação previsto para acabar com a guerra fiscal entre os Estados
Estado de Minas

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Senador Aécio Neves fala da frustração dos brasileiros neste 7 de Setembro


Aécio fala da frustração dos brasileiros neste 7 de Setembro



Pátria


Por Aécio Neves / Folha de São Paulo

Uma pátria, assim como uma família, é construída diariamente, tendo por base bons exemplos. Dos atos mais simples às políticas mais complexas, tudo o que pessoas, líderes e instituições fazem ou deixam de fazer se torna, de alguma forma, referência de valores para os que formam uma nação, muito especialmente os mais jovens.

No campo dos que têm a responsabilidade pública e que, portanto, deveriam ser os primeiros a dar o exemplo, o Brasil vive uma página triste de sua história. Os que nos governam não têm sido boas referências. Pelo contrário: as mentiras e outras práticas condenáveis estão espalhadas por toda parte. E isto talvez tenha um custo ainda maior que os prejuízos práticos causados pelo aparelhamento do Estado, a proposital confusão entre o que é público e o que é privado; a incompetência, a leniência, a corrupção endêmica.

Este é um 7 de Setembro que encontra o Brasil e os brasileiros frustrados com suas escolhas, atônitos com os escândalos diários e céticos em relação ao seu futuro.

Mesmo assim, há conquistas importantes a se celebrar: a principal é o inconformismo com os desmandos e as ruas transbordando em protestos e cobranças, resultado da formação de uma nova consciência nacional. Poucas vezes, desde a retomada da democracia, os brasileiros estiveram tão indignados e, ao mesmo tempo, tão dedicados a mudar os rumos do país. O desgoverno instalado e o desalento da hora, por pior que sejam, não foram suficientes para abalar a fé daqueles que, no seu espaço e com sua consciência, todos os dias dão crucial contribuição à coletividade e tornam melhor a vida do próximo.

Lembro aqui do caso do aposentado mineiro Sebastião Gonçalves, de 61 anos. Após ter perdido um filho cadeirante, passou a reformar cadeiras de rodas e muletas abandonadas em ferros-velhos, para depois doar a pessoas carentes. Neste ano, ganhou em BH importante reconhecimento e um prêmio de cidadania.

Histórias como a do serralheiro Tião devem ser sempre contadas para que nunca nos esqueçamos quem somos. Por este país continental são milhares os exemplos diários de ética, patriotismo e cidadania da nossa gente, que acontecem sob o anonimato dos protagonistas e apesar dos governos.

Somos um país de gente séria, honesta, trabalhadora e solidária. Em sua enorme maioria, cidadãos que, a despeito dos tempos ruins que estamos vivendo, continuam produzindo, gerando riquezas e dando sua contribuição.

Sem crescimento e bons exemplos, o Brasil recua para um lugar incerto. Se o andar de cima insiste em desapontar a nação, é preciso reafirmar, neste 7 de Setembro, nossa crença nos brasileiros.

Eles, sim, fazem toda diferença.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Governo de Minas quer acabar com benefícios dos servidores do Estado criado por Aécio Neves


Governo Pimentel quer acabar com benefícios dos servidores do Estado criado por Aécio Neves 



Pimentel quer dar o calote nos funcionários do Estado que cumpriram metas em 2013 e 2014 e não vai estipular as novas metas para 2015

O deputado estadual Bonifácio Mourão (PSDB), do Bloco Verdade e Coerência, criticou, nesta quinta-feira (03/9), a decisão do governo do PT em Minas Gerais de acabar com o Prêmio por Produtividade, bônus pago aos servidores públicos mineiros pelo cumprimento de metas e resultados na prestação dos serviços públicos. O anúncio foi feito pelo secretário de Planejamento do Estado, Helvécio Magalhães, pela imprensa, e deixou apreensivos cerca de 365 mil servidores da ativa que ficarão sem receber os bônus relativos aos anos de 2013 e 2014.

Desde que foi criado, na gestão do governador Aécio Neves, o Prêmio por Produtividade já pagou mais de R$ 2,4 bilhões e já foi reconhecido pelo Banco Mundial como uma das melhores práticas de gestão do mundo.

“É lamentável que o PT reconheça que deve, mas faça a ameaça de não pagar. Isso é calote com seus próprios servidores, que se comprometeram com metas ousadas e agora poderão ficar sem receber um dinheiro que é deles. O modelo implantado em Minas e que vigorou nos últimos 12 anos direcionava o empenho dos servidores para a melhoria dos resultados entregues aos cidadãos. O não pagamento e a extinção do Prêmio vai desestimular os servidores a produzirem mais”, afirma Mourão.

O deputado lembrou que o conjunto de medidas de gestão do governo mineiro, conhecido como Acordo de Resultados, foi marcado por metas audaciosas e contribuiu, por exemplo, para fazer com que Minas tivesse a melhor educação no Ensino Fundamental, de acordo com o Índice de Desenvolvimento de Educação Básica (Ideb 2013) e a melhor saúde do Sudeste, segundo a avaliação do Índice de Desempenho do Sistema Único de Saúde 2012 (IDSUS), último ano de apuração.

Na primeira etapa do Acordo de Resultados, os secretários se comprometiam com o governador, por exemplo, a aumentar a nota no Ideb, a reduzir a mortalidade infantil e a reduzir os índices de criminalidade. Na segunda etapa, as metas para alcançar esses desafios eram pactuadas com os servidores de cada escola, de cada Gerência Regional de Saúde, de cada unidade das polícias Civil e Militar e com cada equipe. O valor do bônus pelo cumprimento das metas correspondia a até um salário do servidor.

Modelo reconhecido

O modelo implantado na gestão tucana atraía a atenção de outros estados e países. Delegações do Banco Mundial e outras vindas de diversas regiões visitaram o Executivo para conhecer a experiência mineira. Apenas nos últimos dois anos, o governo de Minas recebeu comitivas do governo indiano, do Ministério do Meio Ambiente, dos governos de São Paulo, Tocantins, Mato Grosso do Sul, prefeituras de Blumenau, de Santos e de Salvador

O Prêmio por Produtividade e o Acordo de Resultados foram instituídos pela Lei nº 14.694/2003. Em 2008, esse instrumento foi ampliado para o conjunto de servidores. As alterações foram feitas por meio da Lei nº 17.600/2008, regulamentada pelo Decreto nº 44.873/2008.

O cumprimento das metas era avaliado por uma Comissão de Acompanhamento e Avaliação, responsável por atribuir a nota ao desempenho alcançado. O alcance das metas era pré-condição para o pagamento do bônus, que levava em consideração também os dias efetivamente trabalhados.

Fonte: Bloco Parlamentar Verdade e Coerência- See more at: http://psdb-mg.org.br/agencia-de-noticias/pt-quer-acabar-com-premio-por-produtividade-importante-conquista-dos-servidores-publicos-de-minas#sthash.NZDVJ4yl.dpuf

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Governo Pimentel: Lagoa da Pampulha exemplifica o caos do meio ambiente do Estado de Minas


Governo Pimentel: Lagoa da Pampulha exemplifica o caos do meio ambiente do Estado de Minas





Mapeamento aponta cenário de degradação ambiental na bacia da Pampulha

Ricardo Rodrigres - Hoje em Dia

O cadastro de 507 nascentes da bacia hidrográfica da Pampulha, em Belo Horizonte e Contagem, solicitado pelo Ministério Público de Minas Gerais, aponta um cenário alarmante: apenas 64 (12,8%) estão próximas do ideal quanto à preservação ambiental. Essa situação se configura quando o entorno das minas d’água não é impermeabilizado e tem predominância de espécies nativas, sem sinais recentes de corte da vegetação.

O mapeamento mostra que a maioria das nascentes se encontra em áreas com reflexos de ocupação urbana. Pelo menos 52 (10,4%) são classificadas como aterradas.

“Está na hora de BH e Contagem firmarem compromisso público pela preservação dessas nascentes”, sugere o presidente do Consórcio de Recuperação da Bacia da Pampulha, Carlos Augusto Moreira. Ele vai entregar ao Ministério Público relatório de 600 páginas, em dois volumes, com fotos, mapas e imagens aéreas.

O levantamento, feito pela Terra Viva Organização Ambiental ao longo de 18 meses, traz as características, localização e coordenadas de cada nascente. A mesma metodologia será aplicada nas bacias do Córrego do Onça, na capital, e da represa Vargem das Flores, em Betim e Contagem.

O estudo vai embasar debates promovidos pelo MP com prefeituras e outros órgãos. A proposta é adequar a legislação de nascentes em áreas urbanas, a identificação e conscientização dos donos dos terrenos sobre suas responsabilidades, para que eles sejam incentivados a preservá-las. “Temos de tirar no imaginário popular a ideia de que a Pampulha se resume apenas à lagoa. São 97 quilômetros quadrados de bacia hidrográfica, onde moram 400 mil pessoas”, ressalta Moreira.

Rodoanel

Na avaliação de técnicos que participaram do cadastro, o projeto de construção do Rodoanel, para ligar rodovias que cortam a região metropolitana, retirando o tráfego de caminhões da área urbana, é a maior ameaça às nascentes. Elas formam 21 córregos em Contagem e 19 em BH. Destes, oito deságuam na Lagoa da Pampulha.

“A cada visita à área onde está previsto o Rodoanel é um novo galpão que surge, cercas. Aterros e taludes de empresas estão cobrindo nascentes”, lamenta o educador ambiental Márcio Lima.

“Um bom sinal é que 458 nascentes são perenes. As demais fluem apenas na estação chuvosa”, afirma o engenheiro florestal Edinilson dos Santos, técnico do Programa de Recuperação e Desenvolvimento Ambiental da Bacia da Pampulha (Propam).

Localização em áreas particulares compromete preservação

A localização da maioria das nascentes da bacia hidrográfica da Pampulha em áreas particulares preocupa os técnicos do Propam. Uma estratégia seria propor incentivos fiscais para motivar os donos a preservar os terrenos, como sugere o engenheiro florestal Edinilson Santos.

“Recuperar as áreas é um meio não apenas de proteger o meio ambiente, mas que pode levar à valorização econômica de áreas deterioradas”, ressalta o engenheiro do Propam.

Segundo ele, em áreas públicas as minas d’água são mais preservadas. É o caso do Parque Ursulina Mello Andrade. As nascentes desta unidade de conservação alimentam o córrego Ressaca, em BH. O mesmo ocorre na reserva de preservação Mata do Confisco, que tem 340 mil m² e foi criada como condicionante do licenciamento do Portal do Sol, em Contagem.

Na sub-bacia do córrego Braúnas, na capital, foram catalogadas 38 nascentes preservadas. A pior situação é a da sub-bacia do córrego Tejuco, que está totalmente canalizado. Mesmo assim, nela foram localizadas 18 minas, algumas preservadas por moradores e comerciantes da avenida Fleming.

Agressão

As nascentes que abastecem o córrego Tapera, que corta os bairros Kennedy e São Sebastião, em Contagem, sofrem todo tipo de agressão, como destaca Márcio Roberto Lima, da equipe do Propam. Próximo a elas há bota-fora, fábrica de blocos, usina de asfalto, pista de motocross e estrada construída em área de proteção permanente.

“Como é uma área particular, não se sabe se esses empreendimentos estão licenciados. Estudo do Serviço Geológico Brasileiro aponta que o Tapera é uma das principais recargas hídricas do córrego Sarandi”, afirma Lima.

Segundo o especialista, as nascentes do córrego Milanês, no bairro Colorado, em Contagem, também se encontram em situação precária. “No Morro dos Cabritos, ou Vila da Cruz, nascente cadastrada no início do projeto não existe mais. É preciso respeitar a lei, que prevê a preservação mínima de 50 metros no entorno de nascentes e olhos d’água”, diz Márcio Lima.

319 nascentes são protegidas 162 perderam essa condição por causa de alterações no Código Florestal Brasileiro (Lei 12.651/2012)


O dado positivo do cadastro é que das 507 nascentes, 458 (90%) são perenes


“Se a nascente está em terreno particular, o dono deve investir na preservação. Se estiver em área pública, a comunidade precisa se mobilizar para preservar esse patrimônio” Camila Lucas Rocha, bióloga


“A equipe recebeu denúncias de diversas irregularidades, como aterros em fundos de vales, despejos de lixo e lançamento irregular de esgoto nas nascentes e córregos” Edinilson Santos, engenheiro florestal






Arte

Governo de Minas: Pimentel quer aumentar impostos em Minas para contrapor crise federal


Governo Pimentel : Pimentel quer aumentar impostos em Minas para contrapor crise federal




Demandas judiciais ameaçam finanças em Minas

Raul Mariano - Hoje em Dia


As dificuldades financeiras enfrentadas pelo governo de Minas com a baixa arrecadação e déficit orçamentário de R$ 10 bilhões previsto para 2015 podem se tornar ainda maiores. O passivo contingente judicial do governo (ações que o Estado pode perder na Justiça) previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias para o próximo ano prevê um débito potencial de R$ 14,4 bilhões, aumento de 121,5% em relação a 2015.

Dentre ações civis públicas, indenizações, ações de servidores e de desapropriações, as causas de alto risco – aquelas com maior probabilidade de perda – equivalem a R$ 2,1 bilhões. As causas possíveis, com menos probabilidade de perda, correspondem a R$ 12,2 bilhões.

Para especialistas, a falta de planejamento do poder público e o pouco rigor dos órgãos fiscalizadores são as principais razões para o crescimento do passivo.
(...)

Governo sobe imposto e aliena imóveis para ampliar arrecadação

Em busca de formas para recompor a receita do Estado em 2016, o governo mineiro já enviou ao Poder Legislativo o projeto de lei 2.817/15 que, dentre outras medidas, eleva em dois pontos percentuais a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Com a aprovação, uma série de produtos terão um custo maior para comerciantes e, consequentemente, para os consumidores.

Dentre a série de itens taxados, as bebidas alcoólicas (exceto cachaça), cigarros, refrigerantes, bebidas isotônicas e energéticas, perfumes, telefones celulares e smartphones e equipamentos de som e vídeo para uso automotivo, inclusive alto-falantes, amplificadores e transformadores, devem ficar mais caros.

IPVA

O projeto propõe ainda o fim da isenção do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para veículos off road, que até o momento são dispensados de licenciamento por não trafegarem em vias públicas.

(...)
A proposição abre a possibilidade de pagamento do IPVA em 12 parcelas.

Na avaliação do professor de Direito Financeiro e Planejamento do Estado da Fundação Getulio Vargas (FGV/IBS) Marcos Antônio da Nóbrega, a medida pode gerar efeitos negativos a médio e longo prazos.

“Certamente a indústria pode ficar menos produtiva. O ICMS depende muito do mercado para ter resultado positivo. Resta saber se o imposto vai ser repassado integralmente para o preço. Acredito que o comerciante vai absorver boa parte porque há queda da demanda”, avalia.
(...)


Editoria de Arte



Aécio Neves presidente nacional do PSDB: "A presidente enviou um cheque sem fundo ao Congresso"


Aécio : "A presidente enviou um cheque sem fundo ao Congresso"


Defesa pública de Levy por Dilma fragiliza mais o ministro, diz Aécio

Na manhã desta quarta, presidente afirmou que ministro da Fazenda "não está desgastado" e nem "isolado" dentro do governo

FOLHAPRESS
Presidente do PSDB, o senador Aécio Neves (MG), disse nesta quarta-feira (2) que o fato de a presidente Dilma Rousseff ter sido pressionada a fazer um desagravo público ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy, fragiliza ainda mais a permanência dele no cargo.

Na manhã desta quarta, Dilma afirmou que Levy "não está desgastado" e nem "isolado" dentro do governo. "Isolado de mim ele não está", disse.

"O ministro Levy não está desgastado dentro do governo. Ele participou conosco de todas as etapas da construção desse Orçamento. Ele tem o respeito de todos nós", completou.

Nos últimos meses, o ministro da Fazenda tem travado diversos embates com Nelson Barbosa (Planejamento) nas tomadas de decisões para a condução da política econômica do governo e, na maioria das vezes, tem saído derrotado. Levy não queria, por exemplo, ter apresentado a proposta de
Orçamento para 2016 ao Congresso com um deficit inédito de R$ 30,5 bilhões. Mas foi voto vencido.

"Hoje a presidente veio a público dizer que seu ministro da Fazenda está prestigiado. Ela, com isso, apenas fragiliza ainda mais o ministro da Fazenda que vem tendo a sua ortodoxia quebrada a cada instante por aquela velha visão da matriz econômica que conduzia o governo nos últimos anos", afirmou Aécio.

O tucano afirmou que a oposição continua a defender que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-RS), devolva a proposta de Orçamento da União para 2016 apresentada pelo governo ao Congresso nesta semana para que o governo a reencaminhe com as propostas para que ela possa ser equilibrada. Aécio classificou peça orçamentária como um "cheque sem fundo".

"Para simplificar, diria que o sentimento nosso é de como se nós tivéssemos recebido um cheque sem fundo. E o que você faz quando recebe um cheque sem fundo? Você devolve esse cheque", disse.

No entanto, Renan já disse nesta terça que não aceitará o pedido da oposição. Nesta quarta, o peemedebista chegou a admitir que o Congresso pode ajudar o governo a encontrar saídas para reduzir o deficit de R$ 30,5 bilhões no Orçamento mas ressaltou que a responsabilidade não é do Legislativo.

"Cabe ao Executivo propor e eu cobrarei em todos instantes que o Executivo proponha. Mas o Congresso ele tem a responsabilidade de apreciar o Orçamento, de qualificar o Orçamento se o Congresso encontrar saídas, melhor. Mas o Congresso não tem a responsabilidade disso", disse.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Aécio Neves líder da oposição quer a expulsão do PSDB do advogado que ameaçou Dilma


Aécio quer a expulsão do PSDB do advogado que ameaçou Dilma



O senador Aécio Neves (PSDB) considerou que as ameaças feitas pelo advogado Matheus Sathler Garcia à presidente Dilma Rousseff são “manifestações violentas” e que não condizem com o pensamento dos tucanos; o senador informou que vai solicitar ao Conselho de Ética do PSDB a abertura de processo disciplinar contra o advogado, que foi candidato a deputado federal pelo PSDB, em 2014; a PF investigará o advogado

247 - O senador Aécio Neves (PSDB) considerou que as ameaças feitas pelo advogado Matheus Sathler Garcia à presidente Dilma Rousseff são “manifestações violentas” e que não condizem com o pensamento dos tucanos.

O senador informou que vai solicitar ao Conselho de Ética do PSDB a abertura de processo disciplinar contra o advogado, que foi candidato a deputado federal pelo PSDB, em 2014. O objetivo do processo, de acordo com o senador, é de expulsá-lo do PSDB.

“As recentes manifestações de Sathler contra a presidente Dilma Rousseff não condizem com o que prega o programa do PSDB nem estão em sintonia com o que espera de um filiado do partido”, enfatizou Aécio.

O presidente do PSDB do Distrito Federal, deputado federal Izalci Lucas, informou que a manifestação de Matheus Sathler, que ameaçou "arrancar a cabeça" da presidente Dilma Rousseff caso ela não renunciasse, não reflete a posição do partido. O tucano acrescentou que o advogado deve ser mesmo alvo de processo no Conselho de Ética. "Recebi reclamação de vários filiados. Vamos receber a notificação e levá-la ao conselho. O objetivo dele é polemizar e aparecer. O PSDB nunca faria dessa forma", disse
A Polícia Federal investigará o advogado

Abaixo a nota de Aécio:

Nota à imprensa - presidente do PSDB abre
processo contra Matheus Sathler

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, vai solicitar ao Conselho de Ética do PSDB a abertura de processo disciplinar contra Matheus Sathler Garcia com o objetivo de expulsá-lo do partido.

Na avaliação do senador, as recentes manifestações violentas de Sathler contra a presidente Dilma Rousseff não condizem com o que prega o programa do PSDB nem estão em sintonia com o que se espera de um filiado ao partido.